A História
O Templo das Sombras é o lar de todos os Anjos, tanto bons quanto maus.
Ele fica acima do Sol e da Lua, mas nunca acima das estrelas. Pois é observando as estrelas que
Drew, um Anjo de Guerra, descobre
que um mau antigo está; para ser libertado e que toda a existência
corre perigo. Auxiliado por sua aprendiz e fiel seguidora: Ylua, uma
Anjo de Cura em treinamento, eles parte para a terra à procura de Serenna:
a mortal que, segundo uma antiga profecia, será responsável
por devolver a paz à todos os reinos, Terrestres e Celestiais.
FicWriter
Nome: Marcela.
Idade: 14.
Cidade: Uma ai.
Signo: Peixes.
Cor: Um monte.
Coisas que adoro: Música, ler, escrever, meus amigos, ver TV, etc.
Coisas que odeio: Mentira, falsidade, gente chata, crise de criatividade, etc.
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The End
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Capítulo 66
Para espanto de Cornellius, Drew conseguira ultrapassar Ylua. Ele simplesmente voara abaixo dela, junto ao chão. Tinha o dobro da velocidade de antes e o vento que suas asas projetavam obrigou o jovem Elfo a fechar os olhos.
“Será possível que exista um ser assim? Com certeza nada pode derrotá-lo!”, ele pensava, enquanto via o Anjo desaparecer depois de uma curva feita com maestria.
- Droga Drew! – Ylua resmungava. – Vá mais devagar, Galadriel não vai comer a tal chave... – Tentando alcançá-lo, ela começou a bater as asas com mais força, quase dobrando a velocidade; Cornellius agora mal conseguia respirar, mas estava disposto a suportar velocidades ainda maiores, se fosse necessário. Provavelmente, aquela seria a única vez que ele voava e, com toda a sua animação infantil do momento, ele nunca pediria que Ylua fosse mais devagar.
- Como senhor Drew sabe onde está indo? – Cornellius conseguiu perguntar depois de algum tempo.
- Agora ele conhece esse labirinto melhor do que qualquer Elfo daqui! – Ylua sorria. – Ele consegue absorver as memórias do lugar onde ele está, e aqui não há nada bloqueando, fica muito mais fácil! Eu consigo sentir algumas coisas, mas o Drew? Ele é incrível! Pode até ouvir o que a primeira pessoa que passou por aqui estava pensando! É um talento que só ele tem, eu pelo menos nunca vi ninguém com os sentidos tão apurados quanto os dele! – A jovem Anjo vibrava com o talento de seu mentor, tanto que quase fez Cornellius chocar-se contra a parede de pedra durante uma curva.
Poucos minutos depois, eles pararam.
Drew agora tocava o chão, suas asas estavam baixas e ele fitava uma parede de ferro enorme e mal tratada. Havia marcas de unhas por toda a superfície e algumas manchas escuras de sangue, assim como em todo o labirinto. Tundra tinha um prazer monstruoso em ver sangue manchando as paredes.
- Chegamos? – Ele perguntou.
- Chegamos. – Cornellius tentava ficar de pé e recuperar o fôlego, mas o chão parecia água embaixo dele. – Eu tenho a chave.
Ele tirou uma chave minúscula do bolso interno do colete pardo e abriu o grosseiro cadeado, mas precisou da ajuda de Drew para empurrar a porta.
A luz do lado de fora era quase cegante, Drew não se lembrava da última vez que estivera em um lugar iluminado.
Eles estavam no meio de um corredor deserto, sabe-se lá em que parte do Castelo. O Anjo fechou os olhos por um momento e, de repente, conseguia escutar tudo o que se passava naquele lugar.
Procurava por Galadriel, mas distraiu-se com os passos apressados de Tundra e o tilintar do enfeite em sua testa. Ao lado dela estava Harmonny, trazida por dois Elfos que portavam arcos e flechas nas costas.
Drew levou a mão à testa, tinha esquecido completamente de Harmonny! Acreditava que ela havia se recuperado e saído do corredor onde ele a deixara, mas ela estava fraca e, provavelmente, não conseguiria sequer ficar em pé.
Tundra gritava e
arranhava as paredes, parando para bater do rosto da pobre Anjo de vez
Ele tentou controlar o pânico que crescia em seu peito e passou a procurar por Galadriel desesperadamente, ao que parecia, ele estava no salão principal, sentado no chão e conversando com Vênus. Depois disso, nada mais interessava, Drew simplesmente ergueu as asas com violência e levantou vôo, assustando Ylua e quase derrubando Cornellius.
- Mas que droga Drew! – Ylua gritava enquanto segurava o Elfo e erguia vôo. – É sério, algum dia eu vou quebrar alguma coisa na cabeça dele, ele me irrita!
Era difícil encontrar corredores desertos que levassem ao salão principal, Drew precisou esconder a própria existência duas ou três vezes e esperar que o caminho estivesse seguro para Ylua, mesmo assim ele não demorou a encontrar o salão que queria.
Ele entrou sem fazer cerimônia, surpreendendo Vênus, Galadriel e dois Elfos de cabelos prateados que discutiam sobre pergaminhos espalhados numa mesa. Ele esperou que os Elfos anunciassem que eles estavam livres, ou que um dos Anjos assumisse a posição de batalha. Mas os Elfos sorriam ao ver Cornellius e logo foram ao seu encontro e Vênus, a Anjo que mais preocupava Drew, passou a fitar o chão, com medo de encará-lo nos olhos.
- Galadriel, me entregue a chave da cela de Serenna. – Havia um pequeno tom de súplica na voz de Drew.
- Senhor Drew, ansiávamos em vê-lo livre! – Galadriel sorria. – Não sabe o quão difícil foi prendê-lo, não sabe o inferno que somos obrigados a viver!
- ME ENTREGUE A CHAVE DA CELA DE SERENNA! – Galadriel, que se aproximava para recebê-lo, parou assustado. Drew não parecia irritado, estava desesperado, era a primeira vez que ele o via assim.
- Senhor Drew...
- Por favor... – Drew ajoelhou-se, para o espanto dos outros Anjos e dos Elfos que observavam de longe. – Eu imploro, Galadriel, eu tenho pouco tempo. Por favor, eu suplico a você, velho amigo, que me entregue a chave da cela de Serenna. Ela é a única que pode nos ajudar agora e se eu não me apressar, Tundra vai matá-la!
- Senhor Drew, acalme-se! Se a vida daquela mortal é tão importante assim, se ela é mesmo tão poderosa, nós iremos com você e a salvaremos! Mas por favor, levante-se! Não posso ver um amigo humilhar-se desse jeito. – Galadriel puxava o braço de Drew, obrigando-o a ficar de pé. Eles trocaram mais algumas poucas palavras e logo correram para fora do salão.
- Vênus, você vem? – Perguntou Galadriel, ao ver que a amiga não se mexia.
Vênus o olhou insegura, ainda estava envergonhada por ter sido obrigada a prender Drew, por estar servindo uma Ninfa demônio. Sentia-se suja, uma traidora. Ela parecia querer falar alguma coisa, mas desistiu e começou a correr, logo sendo alcançada por Ylua:
- Cornellius disse que ficaria com aqueles dois. – Ela explicava. – Disse que eram amigos e que fariam o possível para nos ajudar.
Agora, Drew podia respirar tranqüilo. Estava entre amigos e Serenna ainda tinha alguns minutos em segurança, eles estavam correndo contra o tempo para salvá-la e ainda havia muitas coisas a serem resolvidas. Toda aquela aventura dirigia-se para o final, logo eles estariam frente a frente com Tundra.
Escrito por Marcela em 14 Mar 2009 00:35 | 0 Comments | [Link]
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